quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Black Sabbath - Black Sabbath (1970)

Recentemente, perdemos um dos maiores ícones do Heavy Metal e suas vertentes. Ozzy Osbourne foi, sem dúvidas, um dos maiores gênios da música mundial. Seu show de despedida, intitulado como “Back to the Beggining”, ocorrido no dia 5 de Julho em Birmingham, Inglaterra, confirmou isso com todas as letras para as gerações atuais e a vindouras. Era como se ele soubesse que não duraria mais tanto tempo no nosso plano terreno e no fim das contas, ele decidiu se despedir desse mundo com algo que deixasse a sua marca de uma vez por todas. E ele deixou.
Mesmo em seu período mais avançado de idade, o Príncipe das trevas nos deixou um legado bastante extenso com uma grande quantidade de álbuns musicais e shows inesquecíveis. Como uma forma de homenageá-lo, é preciso falar a respeito do álbum que foi fundamental para a criação do Heavy Metal como gênero musical, feito pela banda que foi o inicio da jornada de Ozzy como o emissário do som sombrio. Estamos falando do álbum Black Sabbath, lançado em 1970 pela banda de mesmo nome.
O título Black Sabbath foi escolhido como uma homenagem dos membros da banda ao um filme estrelado por Boris Karloff de 1963 chamado As três mascaras do terror. Primeiramente, o que torna esse álbum marcante logo de cara é justamente a sua capa, que tem um vulto sombrio de aparência feminina em uma paisagem igualmente obscura, como se fosse a imagem de um pesadelo. Nenhum membro da banda na época sabe descrever realmente essa imagem até os dias de hoje.
As músicas também são um show a parte, todas elas marcantes e com um tom sombrio típico do Heavy Metal. Black Sabbath, música com o mesmo nome do álbum e da banda, possui uma história tão sombria quanto a própria melodia. Outras músicas como The Wizard e N.I.B também são igualmente excelentes e marcantes.
A banda de Ozzy Osbourne fez uma verdadeira revolução na música em criar esse albúm e que influenciou (e ainda influencia) outras bandas na trajetória do rock e do Heavy Metal. Uma das recomendações obrigatórias para quem é fã do gênero.




quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Joy Division - Closer (1980)

 

Se fosse para contar a origem da subcultura gótica como nós conhecemos, sem dúvidas a banda Joy Division seria considerada como uma das percussoras do movimento. Não apenas por suas músicas melancólicas e pessimistas, como também pela personalidade triste de seu vocalista Ian Curtis, que levou uma filosofia desesperançosa tão a sério que ele acabou tirando a própria vida antes mesmo de testemunhar o marco que a sua banda estava fazendo. Seus ataques de epilepsia também não ajudavam para o bem-estar do artista. 

Um dos maiores albúns dessa formação, Closer, representou um marco na história da música, assim como para a maioria dos jovens que se identificam na noite mais escura. Lançado bem no começo dos anos 80, o disco é a pura representação da melancolia que sempre fez parte de Joy Division desde a sua formação. O auge da música gótica antes mesma de ser conhecida por esse
nome.
 

Muitas das músicas desse álbum possui uma atmosfera de pura instrospecção e desesperança, destaque para Atrocity Exhibition, Isolation, Passover, Twenty Four Hours, The Eternal e a mais popular de todas Decades. Todas essas faixas dão a sensação de que foram cantadas em uma caverna sombria, característica essa que marcam todas as músicas góticas feitas até os dias atuais. 

Closer é claramente uma sugestão obrigatória para aqueles que adoram músicas com temáticas mais sombrias e representa um ponto na história inesquecivel para os amantes de música em geral.

https://open.spotify.com/album/0KBdfMTMxi0oD1oVqApTjr?si=5rA6XAU5Q-2wblKsTpN-Vg

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Draugveil - Cruel World of Dreams and Fears

 



Eu nunca fui alguém íntimo do gênero Black Metal. O máximo que eu ouvi desse gênero foram algumas músicas do Cradle of Filth, Dimmu Borgir e Theatres des vampires. No entanto, uma certa banda tem causado bastante confusão nesse meio por simplesmente ser contra aos preceitos criados por essa tribo. Eu estou falando nada menos que o cantor Draugveil e o seu álbum de estreia Cruel World of Dreams and Fears, com uma capa que desperta uma mistura de curiosidade e muita vergonha alheia devido a pose do cantor.

Até o momento, não se sabe ao certo as reais raízes de Draugveil. As únicas coisas disponíveis a respeito dele é de que ele também esteve envolvido em outros projetos de gêneros semelhantes ao black metal e dele ser um refugiado da Ucrânia que até hoje passa por um período turbulento graças ao Governante da Rússia. 

Cruel World of Dream and Fears me surpreendeu por me apresentar uma sonoridade mais diferente e menos demoníaca. Afinal de contas, estamos falando de um gênero bem recente no metal extremo: O Black Metal Romântico.

As letras das músicas abordam o amor, mas falam mais de guerras sangrentas, crises existenciais extremas e um niilismo latente em suas líricas. Há quem diga que esse disco foi feito através de inteligência artificial, o que causa uma polêmica gigantesca no meio underground. 

Muitos dos fãs mais tradicionais do Black Metal vem esse artista como uma figura incontestável da aparente decadência do gênero que eles ajudaram a popularizar, mas para mim ele tem uma sonoridade até que atraente e melancólica para um som agressivo, principalmente nas músicas Knight Without a Name, My Sword Points to The Past, Wolves Feast on Forgotten Dreams, Solitear, Beneath the Armor I Rot, Vortex e When Silence Became My Kingdom. 

Vou logo avisando para os mais curiosos. Por se tratar de um gênero historicamente barulhento, extremo e até demoníaco na maioria dos casos, esse álbum pode soar forte demais para os seus ouvidos. dado o meu recado:

https://open.spotify.com/intl-pt/artist/1GCVDmR6dctCeoPoOMtqI7?si=8jO6Fd5YS2mjzigmpzMQ1Q

segunda-feira, 16 de junho de 2025

The Cure - Songs of a Lost World



Após anos de sucessiva espera para os fãs, em 2024, a banda The Cure finalmente lançou o seu tão esperado álbum Songs of a Lost World. Apesar de todos os percalços que a banda passou e o peso da idade de Robert Smith, ele finalmente atende o desejo de seus fãs mais leais, lançando o álbum que remete os outros anteriores com a atmosfera mais melancólica.

Apesar de todas as músicas serem ótimas, A Fragile thing é a que merece mais destaque.

O que é um outro motivo para a nostalgia falar alto nesse álbum é justamente a sua sonoridade que parece lembrar a tão famosa Trilogia da depressão, principalmente do álbum Bloodflowers, só que com um ritmo mais bem aproveitado e melhor desenvolvido.

Para quem é fã hardcore da banda The Cure, Songs of a Lost World é um prato cheio para quem quer aproveitar toda a vibe nostálgica e gótica do som.

Deixo pra vocês o link do álbum pra vocês ouvirem. Espero que curtem:

https://open.spotify.com/intl-pt/album/4wjxmqXnSQvBZWL3IbYngX?si=6sXN7HQPTba8mcpSrE40RQ

quinta-feira, 12 de junho de 2025

The Cure - Bloodflowers (2000)


Bloodflowers foi um álbum que a banda The Cure lançou em 2000 e é o último álbum que marca a Trilogia da Depressão, que se iniciou em Pornography, em 1982. Evidentemente, demorou quase duas décadas para essa Trilogia ser concluída. No entanto, é perceptível que as músicas desse disco não chega nem aos pés das anteriores.

Ao que parece, Robert Smith, vocalista da banda, tentou reproduzir a mesma atmosfera de Disintegration ao mesmo tempo em que queria dar uma roupagem que fizesse jus ao início dos anos 2000, mas que deu certo apenas em algumas músicas como Bloodflowers, Out of this world e Where The birds always sing. O restante das músicas parecem possuir uma casca vazia em comparação aos álbuns anteriores citados, mas que não chegam a ser as piores músicas do grupo.

No geral, Bloodflowers, comparado aos outros álbuns da Trilogia da depressão, é o álbuns menos inspirado da fase depressiva de The Cure, mas que compensar ser ouvido para quem é fã da banda.

Deixo para vocês um link para escutarem.o álbum para tirarem suas próprias conclusões:

The Cure - Bloodflowers


segunda-feira, 2 de junho de 2025

Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva




A ditadura militar sempre foi um assunto bastante espinhoso para todos os brasileiros. Enquanto muitas pessoas consideram esse como o pior período do país, há quem defenda que essa época foi um mal necessário para evitar que o Brasil enfrentasse uma tirania mil vezes pior.
Muitos escritores, artistas, políticos e militares fala bastante coisas sobre o regime militar, cada um defendendo as suas convicções e pontos de vistas. Porém, o que nenhum brasileiro será capaz de ocultar é de que a ditadura militar foi um período bastante sangrento no nosso país e que ceifou a vida de 434 pessoas, todas elas vítimas de uma repressão injusta e cruel.
Atualmente, esse assunto está de volta a tona devido aos últimos acontecimentos graças a polêmica ascensão de Jair Bolsonaro a presidência da República e a mais recente estreia do filme Ainda estou aqui, estrelado por Fernanda Torres, e é considerado um filme bastante polêmico, pois algumas pessoas o consideram o melhor filme brasileiro já feito e que tinha o direito de vencer o Oscar, ocupado injustamente pelo péssimo filme Anora, enquanto outros dizem que o longa metragem foi criado justamente para defender uma certa agenda.
Particularmente, eu não escrevi essa resenha para o filme e muito menos para escolher lados nessa história, mas escrevo para falar do livro que o inspirou.
Ainda estou aqui foi escrito por Marcelo Rubens Paiva. No livro, o autor conta a respeito da sua vida durante esse período tão cruel, se focando em contar mais sobre a reação de sua mãe, a Eunice Paiva, que teve o seu marido morto por tortura no infame DOI-CODI.
Depois desse dia e das torturas que sua mãe enfrentou, Marcelo nos conta como a vida de toda uma família mudou drasticamente, não apenas pela luta dela em nome de justiça contra uma tirania como também contra o Mal de Alzheimer na qual seria diagnosticada décadas depois.
O autor dessa história a conta de uma maneira mais sensível e ao mesmo tempo de forma bem transparente, contando as inúmeras batalhas da sua mãe para manter uma família já desestabilizada pelo regime militar e também fala da sua relação com sua mãe aparentemente difícil e respeitosa.
Ainda estou aqui é um duro lembrete de uma época que muitos brasileiros esperam nunca mais experimentar, mas que corre o risco de ressurgir por causa do extremismo de algumas pessoas e também serve para descrever a luta de uma pessoa que tem um parente com Alzheimer. Acima de tudo, esse livro foi escrito justamente pra lembrar-nos que qualquer luta nossa, independentemente da magnitude dela, ela nunca acaba.

Deixo pra vocês um link para quem quiser comprar:

quinta-feira, 22 de maio de 2025

The Cure - Disintegration (1989)

 


 

 

Neste post, eu falarei novamente da banda The Cure e de sua fase mais sombria, que é a minha favorita. Dessa vez, falarei do álbum Disintegration, que é considerado por todos um dos melhores trabalhos da banda. 

Lançado em 1989, Disintegration é o segundo álbum da famosa Trilogia da depressão, na qual consiste nos álbuns mais sombrios da banda, que inclui o Pornography, que já possui uma resenha própria.

Por fazer parte dessa trilogia, nós podemos esperar músicas com atmosfera e letras melancólicas típicas dos trabalhos de Robert Smith. No entanto, ao contrário das músicas de Pornography, que tinha uma vibe totalmente pesada e trevosa, as melodias desse álbum são bem mais tranquilas e introspectivas, fáceis de ouvir rotineiramente. 

Todas as músicas desse álbum são fenomenais, especialmente Pictures of you, Lovesong, Lullaby e Disintegration. 

Para quem é um ótimo apreciador da música gótica e quem simplesmente gosta de música boa, o álbum Disintegration vale a pena ser ouvido. 

https://open.spotify.com/intl-pt/album/0H6TddUF2M63ZSHGvhk5yy?si=o8oTKZyZRNqAcGkj-VFPlw

Ozzy Osbourne - Blizzard of Ozz (1980)

    Mais uma vez, eu faço uma resenha como um tributo a Ozzy Osbourne, um dos maiores p re cursores do Heavy Metal que já existiu, devido a ...